quarta-feira, 5 de junho de 2013

Minha experiencia de leitura na infância

Lendo depoimentos de colegas que participam do curso Melhor Gestão, Melhor Ensino, lembrei-me de minha infância. Eu fui criada só com meu pai e ele contava histórias todas as noites, morávamos em Salesópolis em um sítio que não havia energia elétrica, então todas as noites eu, minha irmã e meu pai sentávamos ao redor de uma fogueira e meu pai começava contar histórias que ele ouviu dos meus avós e ao ouvir eu fechava os olhos e conseguia visualizar o que ele falava! Eu sempre queria mais e mais!
Eu e minha irmã estudávamos na Vila dos Remédios, andávamos muito para chegar à escola, um dia no caminho encontrei um gibi todo sujo, faltando algumas folhas, peguei levei para escola e comecei a olhar as imagens e imaginava pelas expressões o que estava escrito nos balões. Eu estava tão feliz! Minha querida professora Dona Leise viu e me perguntou se eu sabia o que estava escrito, balancei a cabeça com vergonha e ela leu para mim! Que emoção! Ela foi me mostrando as figuras e lendo, eu repetia o que ela falava e observava as imagens.
Ao término da aula fomos para casa, eu pensava hoje sou eu que vou contar a história para meu pai. Pois assim aconteceu me enchi de coragem e comecei uma leitura tímida, mas meu pai se encheu de orgulho e me elogiou muito. Nossa! Fazia tempo que eu não pensava mais nisso, parece que eu abri um baú cheio de teias de aranha dentro de minha memória! Foi bom lembrar.

5 comentários:

  1. Puxa Leila, lendo o seu relato percebi como as minhas leituras são importantes para meu filho, assim como seu pai eu conto histórias para o Lucas (meu filho) todas as noites, com a vantagem que temos luz elétrica e eu leio as histórias contadas. Espero que ele também me encha de orgulho e uma dessas noites ele leia para mim. Eurides

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  2. Querida Eurides pode ter certeza que este tempo que você se dedica ao seu filho Lucas com leituras jamais será esquecido por ele! Ficará guardado na memória e no coração dele e assim como eu fico emocionada ao lembrar, chegará o dia que o Lucas vai se emocionar ao lembrar da mamãe Eurides e sua histórias. Leila

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  3. Reviver minhas experiências com a palavra escrita significa me transportar para a infância, quando ainda estava vivenciando o meu processo de alfabetização. Na cidade onde estudei, até o final do Ensino Médio, era comum as crianças estudarem com professoras particulares para poder desenvolver as primeiras habilidades referentes à leitura e à escrita, tudo isso antes mesmo do início dos estudos na escola regular, a partir da 1a série. Meu irmão e eu estudávamos com uma mesmoa professora, e mais algumas dezenas de amigos, vizinhos e primos. Lembro-me de uma lição para casa que a professora passou no meu caderno e no do meu irmão, na qual deveríamos escrever repetidas vezes ao longo da folha inteira de um caderno as seguintes frases: no meu caderno constava "Eu sei ler, mas não sei escrever."; já no caderno do meu irmão constava "Eu sei escrever, mas não sei ler.". Intrigada com isso, minha mãe, apesar de todo respeito que tinha pela professora, procurou entender o que queria dizer aquilo, principalente no meu caderno, pois no seu entendimento eu já sabia tanto ler como também escrever. A professora justificou dizendo que não sabia escrever simplesmente porque eu não conseguia organizar as letras em cima das linhas corretamente: o meu texto saía torto, às vezes estava entre as linhas, outras vezes eram as linhas que estavam no meio das letras. Sei apenas que, durante muitos anos em que estive na escola, uma marca registrada da minha forma de escrever era utilizando uma régua para poder conseguir alinhar as palavras em cada linha.Somente na Faculdade consegui me livrar desse hábito.

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  4. hoje assistindo uma matéria do domingo espetacular ,lembrei da minha 1ª professora Dona Leise a quanta saudades...na zona sul em capela do socorro o ano era 1974 não lembro o ano mais a face dela EU JAMAIS ESQUEÇI....

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