por Eurides Pedrozo
Ao ler o trecho “trazer para nossas aulas textos lidos na
forma correta”, publicado por uma colega no fórum sobre leitura e escrita do curso
“Melhor Gestão, Melhor Ensino” me bateu
uma saudade das aulas de Teoria da Literatura, 1º semestre de Letras, tive um
professor maravilhoso, seu nome é Gerson, ele nos encantava contando trechos
dos livros de uma maneira tão envolvente que a nossa vontade era de arrancar o
livro das mãos dele e começar a ler a li mesmo. Lembro da riqueza que ele falou
do Amor de Perdição, mas é inesquecível a forma que ele introduziu O Crime do
Padre Amaro. Ele conseguia atingir o seu
objetivo de conquistar seu alunado para
ler os livros, por ele citado, na integra. Quando li o trecho acima citado, meus pensamentos voltaram para aquelas aulas e
enfatizou que podemos seduzir nossos
alunos para lerem um livro, contando a
história de um modo que ele se apaixone pelo livro e anseie lê-lo detalhe por
detalhe até o final .
A minha experiência como leitora não
iniciou na faculdade, foi bem antes. Lembro que comecei a apreciar a leitura
vendo minha irmã ler, ela lia Sabrina, Julia... Eu tentei fazer a mesma leitura
mas foi inútil. Eu não passava da décima página, mas ficava admirando-a com o
livro na mão, até que, ela mudou o estilo de leitura. Ela devorava Agatha
Christie e Sidnei Sheldon, resolvi experimentar ... Era isso, gostei dos livros de suspense. O mais divertido era que
tinha assunto para passar horas conversando com a minha irmã. Daí por diante
passei a caminhar com minhas pernas e lia livros do Marcos Rey e outros da
coleção Vagalume.
Minha experiência com a escrita, não foi tão
legal, as minhas redações eram enormes, eu tinha muita imaginação,
escrevia no mínimo uma folha e meia.
Lembro que a professora, da 3ª série, brigava porque eu escrevia muito.
Não lembro se tinha coesão e coerência, mas professora só enfatizava que
era muita coisa que eu deveria escrever menos. Isso me desencorajou muito na
escrita. Ela poderia ter me orientado melhor, pois com o passar do ano eu já
não escrevia tanto assim. Fui perdendo gradativamente o prazer em escrever. Até
minhas cartas para o meu namorado, só namorávamos por carta, diminuiu. Mais
tarde tentei escrever um conto para um concurso da cidade, achei que
estava ótima a minha história, mas não obtive nenhuma resposta, então me
limitei a escrever apenas o necessário e não me inscrevi em nenhum outro concurso.

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