quinta-feira, 20 de junho de 2013



 

Avestruz (Mário Prata)
por Romualdo Matos da Silva



Mayara
Romualdo
Rosane
Roseli
Silvânia
 
 
 

Pré- Leitura:
 
A qual gênero textual pertence o texto apresentado?
Qual o conhecimento deles em relação ao avestruz?
Como você imagina ser um avestruz?
 
 
 
 
 
 
 
 
Durante a leitura:
 
Porque será que ele diz que é perigosíssimo uma avestruz com TPM?

 
Que língua será "Struthio Camelus Australis"? Por que será que é o nome científico do avestruz e não do camelo?
Explicar que no trecho "tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz", a palavra destacada tem significado de acompanhante.
 
Pós- Leitura:
 
1) O objetivo de autor deste texto é:
 
(a)Questionar os critérios utilizado por Deus ao criar o avestruz (absurda)
(b)Apresentar as características de animal;(quase certa)
(c)Divertir o leitor apresentando uma situação cômica; (certa)
(d)Convencer o leitor sobre as impossibilidade de criação de avestruzes (errado)
 
 
 
Pós- Leitura:
2) Logo no início do texto, o autor apresenta a seguinte informação " Moro em um apartamento em Higienópolis, São Paulo". Esse trecho no texto tem a função de:
 
 
(a)Evidenciar o status social do garoto;(errada)
(b)Destacar que o garoto mora em um lugar onde não há avestruzes;(errada)
(c)Indicar que um apartamento é o melhor lugar para se criar avestruz;(absurda)
(d)Mostrar as dificuldades de se adotar um avestruz como animal de estimação no espaço em que o garoto mora.(certa)
 
 
Pós- Leitura:
3) Segundo o texto o que finalmente convenceu o menino a desistir de ganhar um avestruz?
4) No lugar do avestruz o menino fez outro pedido. Qual foi? O segundo pedido é mais coerente que o primeiro?

5) O que geralmente define as nossas escolhas por um animal de estimação?
 
 
 por Romualdo Matos da Silva
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



 
  
 
 

domingo, 16 de junho de 2013

Texto: O Avestruz (PRATA, Mário).

Sugestão de atividade

Professoras responsáveis:

Adriana Anatália Tanoeiro – E.E. Sebastião Pereira Vidal
Adriana de Paula Moraes-E. E. Sebastião Pereira Vidal
Élida Ortega-E. E. Sebastião Pereira Vidal
Leila Maria Souza Cavalcanti-E. E. Sebastião Pereira Vidal
Rosa Ângela Affonso-E. E. Tokuzo Terazaki

Atividade pensada para ser desenvolvida tanto em sala de aula como em atividades para casa;

Público alvo: alunos de 6ºano/ 5ªsérie

Objetivo: Trabalhar as competências e habilidades de leitura e escrita do aluno.

1º movimento: Voz com o professor
Lê o título
Pergunta o que é um avestruz
A depender da resposta do aluno, ir conduzindo para compreensão do que seja o avestruz. [alimentação de conhecimento de mundo]
Continuação da leitura
1º Parágrafo
Há alguma palavra desconhecida? [pedir para listarem]
Por que o narrador se sente culpado?
2º parágrafo
O que você entende por entrega “em domicílio”?
Por que, no texto, o narrador fala de entrega “em domicílio”?
Animais podem ser entregues em casa?
3º parágrafo
O que seria um erro da natureza?
Já dá para saber qual é o sentido de “erro da natureza” no texto?
4º e 5º parágrafo
Qual é o sentido de “ter estoque no paraíso”?
Por que houve sabedoria em “dar” ao avestruz asas atrofiadas?
Por que ele assustaria voando?
6º parágrafo
Recuperar a descrição do animal
“Struthio Camelus Australis” - Você já ouviu essas palavras?
Você sabe o que é nome científico?
Você sabe de onde vem? [origem, latim...]
7º parágrafo
O que é menopausa?
O que é TPM? [explicar que é uma sigla e o que é uma sigla]
Por que a TPM de um avestruz seria perigosa?
8º e 9º parágrafo
Por que o menino ficou muito feliz em saber quantos filhotes que o avestruz tem?
10º parágrafo ao final
O menino mudou de ideia?
Por quê?
Por que o narrador pede para sua amiga levar o menino ao psicólogo?
O que é ser gigolô de avestruz?

Percepção sentimental

O que você achou do texto?
Ele é engraçado?
Por quê?
Onde você poderia encontrar um texto como esse?
Pra quem você acha que o autor escreveu? Qual seriao público alvo?
Você mudaria o título? [fazer com que justifiquem]
Você mudaria o final do texto?[fazer com que justifiquem]

Estudo do vocabulário

Dadas às palavras que o aluno escreveu durante a audição do texto, agora é o momento de pedir que procurem no dicionário e discutam a respeito dos possíveis significados.

Réplica ilustrada

Pedir para que os alunos recontem a história que ouviram em HQ.

Continuidade do trabalho

Fazer circular os trabalhos entre os próprios alunos

Construir um mural com os trabalhos e o texto original para contemplação e comparação.

sábado, 15 de junho de 2013

Aprendo com tudo o que leio



Ler...

Ler é o melhor remédio.
Leia jornal...
Leia outdoor...
Leia letreiros da estação do trem...
Leia os preços do supermercado...
Leia alguém!
Ler é a maior comédia!
Leia etiqueta jeans...
Leia histórias em quadrinhos...
Leia a continha do bar...
Leia a bula do remédio...
Leia a  página do ano passado perdida no canto da pia enrolando chuchus...
Leia a vida!
Leia os olhos, leia as mãos. Os lábios e os desejos das pessoas...
Leia a interação que ocorre ou não entre física, geografia, informática, trabalho, miséria e chateação...
Leia as impossibilidades...
Leia ainda mais as esperanças...
Leia o que lhe der na telha...
...mas leia, e as idéias virão!

Assista  também o vídeo:

Pausa, Moacyr Scliar


II Moacyr Scliar
Após a leitura do texto, tivemos muitas interpretações e ideias de como trabalhar este texto com os alunos. Decidimos adotar a situação de aprendizagem abaixo. Os alunos são organizados de maneira onde todos possam se ver (círculo ou formato de U). Depois das prévias, todos os alunos, já com uma cópia do texto em mãos,  acompanham a leitura feita pelo professor. Ao término da leitura o professor é o mediador da discussão, lançando perguntas  e fazendo intervenções, quando necessárias,  a partir das respostas dadas pelos alunos.  

Publico alvo                               8ª série/9º ano 



Professoras responsáveis:

Adriana L. Meireles – Antônio Brasílio

Cícera Torres             -  Campos de Menezes

Elizabete N. Feitosa – Batista Renzi

Eurides Pedrozo        -  Tochichico Yochicava

 

Habilidades de Leitura 

Antes

Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto;

Antecipação do tema ou ideia principal a partir do exame de imagens ou saliências gráficas;

Explicitação das expectativas de leitura a partir da análise a partir da análise dos índices anteriores. 

Questões chaves:

1.O que significa o símbolo no início do  slide? Onde podemos encontrá-lo?

2.O que é pausa?

3.Quais os motivos para se tirar uma pausa?

4.Quais lugares podemos fazer uma pausa?
 

Leitura do texto “Pausa”


 

Habilidades de Leitura

Durante

Localização ou construção do tema como ideia principal.
Questões chaves

1.Quando o autor colocou “às 7  horas da manhã”, de que dia da semana você pensou?

2.Qual lugar Samuel poderia estar indo às 7 horas da manhã?

3.No percurso o autor descreve a paisagem por onde Samuel passou? Como é este lugar? 


 

Habilidades de Leitura


Depois

Construção da síntese semântica do texto;

Troca de impressões a respeito dos textos lidos, fornecendo indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições. 


 Questões chaves

1.Entrou furtivamente no hotel...O que é furtivamente?

2.Quem são as mulheres gordas de chambre floreado?

3.Qual foi o sonho de Samuel?

4.Por meio do sonho, o autor  descreve o sonho/desejo real de Samuel. Qual seria? O que comprova isso no sonho?

5.Você gostaria de fazer uma Pausa dar um tempo- em algo da sua vida?



 Estratégias

Ativação de conhecimento de mundo; antecipação ou predição; checagem de hipóteses. 

Localização de informações; comparação de informações; generalizações. Produção de inferências locais; produção de inferências globais.

Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de interdiscursividade.

Percepção de outras linguagens; elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas.

 

Avaliação

O aluno...

Mostra ter atividade seu conhecimento prévio?

Explicita suas hipóteses a respeito do conteúdo do texto?

Revela ter clareza do objetivo da leitura?

Compreende o texto globalmente?

Identifica o tema e a ideia principal?

Avalia criticamente o texto lido?



 


 

O avestruz, por Mário Prata


O avestruz

Mário Prata

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus 10 anos, um avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.

Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio.

E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar o avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros - 2,70 para ser mais exato.

Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí, assustando as demais aves normais.

Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!

Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.

Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima!

Podem gerar de dez a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.

Ele insiste, quer que eu leve um avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.

Foi quando descobri que eles comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.

Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.

Pedi para a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

PRATA, Mário. O avestruz. In: Caderno do aluno 5ª série/ 6º ano. Volume 2: Imprensa Oficial - SEE/SP, São Paulo, 2013, p. 9.

"O Avestruz", de Mário Prata - Sugestões de atividades - 6º ano









Mário Prata, autor de "O Avestruz"

domingo, 9 de junho de 2013

Mnhas experiências de leitura e escrita

por Romualdo Matos da Silva

Reviver minhas experiências com a palavra escrita significa me transportar para a infância, quando ainda estava vivenciando o meu processo de alfabetização. Na cidade onde estudei, até o final do Ensino Médio, era comum as crianças estudarem com professoras particulares para poder desenvolver as primeiras habilidades referentes à leitura e à escrita, tudo isso antes mesmo do início dos estudos na escola regular, a partir da 1a série. Meu irmão e eu estudávamos com uma mesmo a professora, e mais algumas dezenas de amigos, vizinhos e primos. Lembro-me de uma lição para casa que a professora passou no meu caderno e no do meu irmão, na qual deveríamos escrever repetidas vezes ao longo da folha inteira de um caderno as seguintes frases: no meu caderno constava "Eu sei ler, mas não sei escrever."; já no caderno do meu irmão constava "Eu sei escrever, mas não sei ler.". Intrigada com isso, minha mãe, apesar de todo respeito que tinha pela professora, procurou entender o que queria dizer aquilo, principalmente no meu caderno, pois no seu entendimento eu já sabia tanto ler como também escrever. A professora justificou dizendo que não sabia escrever simplesmente porque eu não conseguia organizar as letras em cima das linhas corretamente: o meu texto saía torto, às vezes estava entre as linhas, outras vezes eram as linhas que estavam no meio das letras. Sei apenas que, durante muitos anos em que estive na escola, uma marca registrada da minha forma de escrever era utilizando uma régua para poder conseguir alinhar as palavras em cada linha.Somente na Faculdade consegui me livrar desse hábito.